Etapa regional dos JEMG em Governador Valadares teve bom exemplo de integração e socialização

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Por Fábio Velame - fabio@gvesportes.com.br

Aluno com deficiência física integrou equipe de basquete masculino na competição escolar.

Equipe de basquete do módulo I da Escola Estadual Juventino Nunes (foto: Divulgação)

A etapa regional dos Jogos Escolares de Minas Gerais/JEMG disputada em Governador Valadares entre os dias 25 e 29 de junho teve um grande exemplo de integração e socialização. A equipe de basquete masculino do módulo I (12 a 14 anos) da Escola Estadual Juventino Nunes, da cidade de São João de Manhuaçu, teve a participação de Ricardo Fagundes Cornélio, um jovem que vence os limites físicos para jogar.

Integrando o grupo B, a equipe da Escola Estadual Juventino Nunes não conseguiu a classificação para a fase final, pois perdeu os dois jogos que fez. Os alunos comandados pelo professor Geremias Antonio do Carmo perderam na estreia para o time da Escola Municipal Vereador Nicanor Ataíde (Coronel Fabriciano) pelo placar de por 49 a 8, enquanto na segunda rodada a derrota aconteceu para a equipe do Colégio Integral (Resplendor) por 22 a 12. O resultado da competição escolar foi o menos importante, já que o propósito da integração do aluno Ricardo Fagundes Cornélio foi bem realizada.

O diretor da Escola Estadual Juventino Nunes, Adriano Vieira da Silva, explicou como surgiu o interesse do aluno entrar no time de basquete. “Desde que iniciou os estudos na Escola Estadual Professor Juventino Nunes, o Ricardo sempre se mostrou capaz e com vontade de aprender e de socializar com todos. Os seus colegas sempre o aceitaram como um parceiro para a prática desportiva. A Educação Integral Integrada ajudou bastante, já que esse tempo na escola o fazia ter mais intimidade com a prática desportiva. Ele é um bom aluno, está no oitavo ano. Na escola, sempre consideramos a disciplina e a aprendizagem para inserimos o aluno nas competições, lógico a habilidade para este ou aquele esporte é fundamental. Apesar de sempre estar presente nas aulas de educação física, o Ricardo é tímido. Ele não se ofereceu para participar das competições de handebol e futsal. Após passar nas salas convidando os alunos para montar o time de basquete, ele se mostrou interessado”, disse.

De acordo com Adriano Vieira da Silva, o processo de integração de Ricardo ao time foi bem aceito pelos colegas de escola. “Como os demais alunos interessados, a pergunta que o Ricardo fez foi como seria jogar basquete sem ter quadra para isso, tabela e cesta. Falei que íamos dar um jeito. Convidei o professor Geremias para conduzir essa tarefa. Ele aceitou. Do primeiro treino ao último, o Ricardo sempre teve presente. Os alunos aceitaram bem a presença dele, pois já o conheciam nas outras modalidades esportivas da escola, além de demonstrar conhecimento e habilidades para o esporte. Outra situação importante foi que os alunos da escola não veem o Ricardo como aluno deficiente. Tratam-no com igualdade. Assim como eles, o Ricardo possue uma limitação, não um impedimento. Há alunos que não conseguem aprender matemática, outros português, outros têm dificuldade de socialização ou de falar em público. O maior desafio do time de basquete da Escola Estadual Professor Juventino Nunes é sobreviver por falta de infraestrutura para a sua prática. Apesar desse contexto, conseguimos mostrar que para começar, um balde ou uma cesta, uma tabela ou muro podem ser a mesma coisa. A ausência dessas coisas podem até impedir a prática do esporte, todavia, a deficiência física não é empecilho para que um atleta possa ser considerado parte da equipe”.

Um pequeno registro de Ricardo em quadra (vídeo: Anselmo Nunes)

Adriano Vieira da Silva revelou que o trabalho com alunos especiais já acontece há alguns anos. “A Escola Estadual Professor Juventino Nunes recebe há muitos anos alunos com necessidades especiais. No início, o medo e a falta de conhecimento dificultou o processo de inserção do aluno e de sua inclusão, mas a chegada de um aluno chamado Leonardo, com deficiência mental, apaixonado por esporte nos fez abrir os olhos. Começamos a tratar os alunos com necessidades especiais com potencial para a aprendizagem e para a prática esportiva. A nossa escola ampliou o atendimento e começou a fazer parte de sua rotina os alunos cadeirantes, altistas, baixa visão e outras necessidades. A comunidade viu que os seus filhos estavam felizes na escola e que todos têm algo a ensinar e aprender. A deficiência de um aluno não é uma montanha capaz de impedir que conviva com outros de sua idade. Há limitações como também para os demais, cada um com suas individualidades”.

A representante dos JEMG, pela Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social (SEDESE), por meio da Subsecretaria de Esportes, Lina Vitarelli Adaid Campolina, realizou um bate-papo com a equipe de basquete da Escola Estadual Juventino Nunes. Ela explicou como foi essa conversa.

 

Lina em conversa com os componentes da delegação de basquete da Escola Estadual Juventino Nunes (foto: Arquivo Pessoal Lina Vitarelli Adaid Campolina)

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